Território Circuito Centro - Etapa III - Vila de Rei - EMdurance Runner
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Território Circuito Centro – Etapa III – Vila de Rei

A corrida já foi quase há uma semana e eu ainda não fiz o devido post. Isto porque mal tenho tempo para ver The Walking Dead, Vikings, Better Call Saul e o Masterchef Australia, quanto mais para escrever um post! Depois, com o recomeço das aulas, ainda está pior. Mas pronto, aqui vai agora.
Ponto primeiro e antes de avançar!! Já deu para ver pelo Papa Kilometros que a prova dos 67kms foi muito gira, cheia de coisas super interessantes, repleta de paisagens de taquicardias, mas a prova dos 23kms foi, em grande parte, muito fraquinha. Mas já lá chegamos.
Sábado, 4:30 da manhã e toca o despertador. Bolas para isto que estava tão bem ferradinho a dormir desde as 1:30. 3 horas de sono devem chegar. Sair da cama, vestir, preparar o pequeno almoço para comer quando chegasse a Vila de Rei. Com tudo organizado na noite anterior, o protocolo matinal – ou madrugal – foi mais fluido. Por volta das 5:15, fui dar beijinho à menina – que mal abriu os olhos para se despedir – e saí de casa. Tinha cerca de 160kms pela frente e não me queria atrasar muito. Pelo caminho, pude ver o sol a nascer. Mesmo que na autoestrada, é sempre uma coisa que nos aquece o espírito.
Chego a Vila de Rei por volta das 7:15. Bastante a horas, portanto. Mando mensagem a avisar da chegada e vou levantar o dorsal. Quando estou no secretariado, topo um gajo alto a olhar para mim. Pensei logo que tinha que fazer a minha cara de poucos amigos e que tinha namorada. Mas ele vem até mim de mão estendida e apresenta-se. Afinal, era só o Carlos Cardoso. Claro que mudei logo de tromba e sorri. Agora, fica aqui o aviso para todas as pessoas. EU NÃO RECONHEÇO NINGUÉM, MAS MESMO NINGUÉM!! Não é que não queira, nem é por mal,simplesmente não consigo. Fico a olhar para as pessoas com cara de parvo e pronto. Estivemos ali um pouco na converseta e quando chegou a hora de equipar e briefing, cada um foi à sua vida. Os dos 60K+ partiram com 30minutos de avanço. Durante o briefing dos 20K+ o organizador disse-nos logo para não tentarmos recuperar o tempo perdido, que não valia a pena e que isso nos poderia sair caro na parte final da prova. Que o início era bastante rolante, mas que depois se tornava bem mais técnico. Vamos lá para a partida e embora que se faz tarde.
Arrancámos pelo meio de Vila de Rei até chegarmos a um estradão de terra que entrava na serra. Depois, este estradão, exceptuando um pequeno traçado, durou quase 16kms! Eu gosto de estradão, mas não estava a contar assim com tanto numa corrida tão pequena. Ao km 3 primeira grande subida. Estávamos a subir até ao marco geodésico e foi difícil, bastante difícil. Se no inverno há o problema da lama, no verão há o problema da pedras e terra solta. A custo e a andar, lá trepámos colina acima.
A partir daí, iniciámos uma descida por trilho mais técnico e single track. Gosto destes trilhos. Para além de serem rápidos, sentimos as árvores e as ervas a roçarem em nós e ainda nos dá uma maior sensação de velocidade. Até que voltámos a entrar em estradão e foi assim até ao primeiro abastecimento, ao km15. Era estradão para cima, estradão para baixo, mais declive, menos declive, plano. Enfim… Os dois pontos mais interessantes nestes primeiros 16kms foram a parede de escalada e a parede de rappel. A parede de escalada devia ter uns 30metros e tivemos de a escalar sem ajuda de cordas; a parede de rappel, lá tinhamos uma corda para evitar que nos esbardalhássemos montanha a baixo. E adivinhem lá quem eu encontrei no início da parede de rappel e com quem tirei uma foto? 😀 Fiquei tão contente que até tive de usar um smiley para me expressar convenientemente!
A partir daqui, entrámos na zona mais interessante na corrida mais pequena, apelidada de “Trilho das Cataratas”. Corremos quase sempre ao lado de um pequeno rio (ou ribeiro) e tivemos de o atravessar bastantes vezes. E, claro, de vez em quando apareciam umas pequenas quedas de água deslumbrantes. Foi a partir daqui que eu me marimbei para o tempo e me dediquei à fotografia! Esta segunda parte do percurso teve pormenores muito giros, desde descer paredes através de degraus embutidos nela, como correr pelos canais de rega. Atravessámos hortas e fomos cumprimentados por quem nelas trabalhava.
Pouco depois do segundo abastecimento, nova parede de escalada, desta vez com cordas e tudo para que a conseguíssemos subir. Lá me agarrei a elas e fui escalando, escalando, escalando…. Entrámos na parte final e novamente tracks perto de água, o que me permitiu refrescar a cara e os pés sempre que me apetecia. Mais uma vez, passam duas pessoas por mim que me desejam boa sorte – eu costumo fazer o mesmo –  e ela continua e diz que me reconhece de alguns treinos do Correr na Cidade e do João Campos. Claro que eu não reconheci ninguém, mas se eles diziam que sim, eu disse o mesmo. Fomos algum tempo juntos mas depois eu paro e eles seguem. Só já os voltei a ver na meta.
Esta malta da organização gosta muito de fazer uma coisa: quando achamos que estamos quase a chegar, ainda conseguem desencantar uma subida daquelas tramadas para não chegarmos a rir e frescos e fofos à meta. Desta vez, não foi diferente. Lá a subi, lá comecei finalmente a descer e lá cruzei a meta. Foram 23k em 3h24’57”. Depois da meta, comer alguma coisa, banho e regressar a casa, onde dormi uma bela de uma sesta! 🙂
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