São Silvestre de Lisboa 2015 - Tarde em grande - EMdurance Runner
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São Silvestre de Lisboa 2015 – Tarde em grande

Há muito tempo que não me divertia tanto numa prova de estrada, como me diverti nesta São Silvestre de Lisboa. Facto é que me diverti e consegui um dos meus objetivos para este ano. Portanto, foi um dia de grande festa.
O ano passado estava inscrito na corrida, mas acabei por não ir, porque fui correr a 1ª São Silvestre da Serra da Estrela. É provável que nunca tenham ouvido falar dela, até porque só houve uma edição. A organização deixou muito a desejar a todos os níveis. O pior de tudo foi mesmo só ter um participante: eu. O que me valeu o meu primeiro pódio, mas como não havia lá ninguém, valeu-me de zero.
Mas adiante… Este ano marquei-a na agenda uma vez que a queria muito fazer por vários motivos:
– A prova é ao cair da noite, percorrendo as ruas com as luzes da cidade e, nesta altura, dos enfeites de Natal.
– É por ruas que gosto de correr e o percurso, embora tenha zonas onde corremos duas vezes mesmo que em sentido contrário, não nos cria aquela sensação de já ali ter passado há 10minutos.
– Queria muito descer a Avenida a alta velocidade.
– Queria tentar bater o meu melhor tempo na distância dos 10kms.
– Queria saber se os dois meses de treino regular já podiam mostrar frutos.
Uma vez que tinha tantos “quereres”, quando abriram as portas dos blocos de partida, entrei logo para conseguir um bom lugar e evitar ao máximo a confusão inicial. Com um dorsal de sub 50, depois da elite feminina partir, fiquei bem próximo do pórtico de partida, tendo apenas um diferencial de 15″ entre o tempo oficial e o tempo de chip. Isto permitiu que conseguisse imprimir o ritmo que queria desde os primeiros metros. Embora tenha feito algum ziguezague, ao fim de pouco mais de 1kms já estava a correr sem problemas, tendo corrido os 5 primeiros kms a 4:13 / 4:17 / 4:22 / 4:18 / 4:18.
A primeira metade estava feita e quando olhei para o relógio marcava exatamente 21 minutos. Levava o objetivo em mente de conseguir um tempo na casa dos 42′ e tudo parecia correr de feição. As pernas não se queixavam, não me faltava o ar e não sentia qualquer tipo de quebra, mesmo a correr a 187bpm. Olhei de frente os 5kms que faltavam já a pensar na subida da Avenida e num possível desaceleramento. Nunca evitei o empedrado, aliás, até o procurei para conseguir ultrapassar todas as pessoas que iam a correr pelos passeios. Depois dizem que as provas não têm a distância anunciada quando os relógios lhes dão 9,8kms. Em 10kms, a cortarem todas as curvas pelo passeio, facilmente se perdem 200m. Mas isto são outros quinhentos. Os kms 6 e 7 foram feitos a 4:21 e a 4:24, respetivamente.
A partir do Teatro Dona Maria II, cerca dos 7,4kms, começou a parte complicada da corrida, a subida até à rotunda do Marquês. Não é que seja uma subida muito inclinada, mas é longa o suficiente para fazer estragos a quem não controlou as coisas até a começar a subir. Eu continuava a sentir-me bem e avancei determinado a não abrandar o ritmo durante aqueles pouco mais de 1000m até lá acima. Ao passar ao lado da meta vi o relógio oficial e marcava algo na casa dos 32′ o que me deu ainda mais ânimo. Mas a verdade é que por muita vontade que tivesse, o ritmo abrandou. Não muito, é verdade, mas acabou por me “roubar” segundos preciosos. O km 8 foi feito em 4:21 e o km 9 em 4:41. Quando comecei a contornar a rotunda olhei para o meu relógio e marcava 39′ e alguns segundos. Uma vez que o km final seria a descer, ainda poderia conseguir o tempo desejado.
O km final, aquele km louco sempre a descer, foi feito à máxima velocidade que o meu coração aguentou. Eu bem que queria ir mais rápido, mas a 197bpm as pernas já não respondiam à velocidade que o cérebro queria atingir. Se na subida ultrapassei muita gente, na descida ultrapassei mais ainda. O último km foi corrido a 3:34 e quando cruzei a meta o relógio marcava 43’27”! Fiquei ligeiramente acima do pretendido, mas, mesmo assim, com um novo recorde pessoal. É sem duvida nenhuma uma prova que quero repetir para o ano e, quem sabe, reivindicar novo recorde pessoal!


Quanto à organização, nada a apontar. Os blocos de partida estavam bem indicados e com seguranças a não deixar entrar malta com dorsais que não eram para aqueles blocos, partida dada quase na hora certa, um abastecimento aos 5kms que não usei, a marcação dos km em grandes balões luminosos, e uma zona de chegada grande o suficiente para escoar o pessoal sem atropelos nem pisadelas. A única coisa menos positiva, a meu ver, foi mesmo ter “Os Anjos” a cantarem o hino nacional antes da partida. Mas isto é a minha opinião e pode ser diferente do resto da malta toda.
Outra coisa que gostaria de referir e, mais uma vez, é apenas a minha opinião, prende-se com as “competições” dentro da prova. Existe “homens vs mulheres”, o “km mais rápido” e ainda a “Taça HMS Sport” para a equipa mais rápida. Se o “Homens vs Mulheres” é claramente uma competição para a elite, já as restantes provas poderiam ser para os amadores. Como é óbvio o km mais rápido será sempre (ou com 99% de certeza) de alguém que está no pódio. O mesmo se aplica à competição por equipas, onde se contabiliza o tempo dos 3 melhores homens e mulheres de cada equipa. Mais uma vez, ganha quem mete atletas no pódio. Uma vez que estas “competições” têm prémios associados, bem que os podiam deixar para as equipas amadoras. Como? Bastava ‘afastar’ todas as equipas profissionalizadas. Mas é a minha opinião e vale o que vale.
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